Rádio Metropolitana


quinta-feira, 2 de julho de 2026

Retrofit em imóveis ‘datados’: modernidade e segurança

 Retrofit em imóveis ‘datados’: modernidade e segurança




Do pé direito alto ao encanamento ultrapassado e com vazamentos, são muitos os entraves que um imóvel “datado” pode apresentar como desafios para voltar a ser habitado, tanto de forma residencial como comercial. A atualização funcional de prédios antigos – tecnicamente conhecida como retrofit – é o processo de modernização de imóveis para que atendam à legislação e normas vigentes no setor.


“São normas de segurança, tecnologia, acessibilidade e sustentabilidade atuais, sem descaracterizar a arquitetura original do lugar ou exigir a demolição total”, explica a arquiteta Dorys Daher (www.dgarquitetura.com.br), radicada em Ipanema, no Rio de Janeiro. “Na prática, transformamos construções muitas vezes já obsoletas em espaços competitivos e seguros a partir de diversas etapas”, diz a profissional.


Em um projeto retrofit, as principais intervenções acontecem na infraestrutura do imóvel, como a troca de fiação elétrica antiga, modernização de elevadores, reforço estrutural e atualização da rede hidráulica. Em nome da sustentabilidade, são recomendadas também a instalação de sistemas de reuso de água, painéis solares e isolamento térmico/acústico para aumentar a eficiência energética.




Em termos de tecnologia, um projeto de transformação de prédios datados leva em conta um cabeamento estruturado, a automação predial (conectando sensores, equipamentos e sistemas de um edifício à internet), que permite o controle e monitoramento em tempo real de iluminação, climatização e segurança, transformando as construções comuns em prédios inteligentes.


“A adequação à legislação também é fundamental, como a inclusão de rotas de fuga contra incêndio, rampas de acesso e banheiros adaptados, por exemplo”, cita a arquiteta Dorys, que conclui: “As vantagens do retrofit incluem ainda a preservação histórica, mantendo a identidade e o valor cultural do edifício e do entorno.”


Em termos financeiros, a recuperação de prédios não costuma ser mais econômica e nem mais rápida do que construir um prédio novo. É necessário fazer o levantamento de todo o imóvel, conceituar o projeto de acordo com o existente; isso pode parecer simples, mas não é.




“Além disso temos um trabalho muito grande para adequar as questões de infraestrutura. Mesmo assim, com todas essas dificuldades, o resultado é lindo!  A construção permanece, não há preço para a manutenção dos prédios de valores arquitetônicos que enriquecem e faz a história das nossas cidades mais bonita. Sem história não há futuro. E mais: essa tendência valoriza o imóvel, que se mantém “datado”, mas com os requintes da modernidade e segurança.”


Fotos: Divulgação

Construções “datadas” merecem atenção; processo retrofit levam em conta várias adaptações elétricas e hidráulicas, mantendo traços originais


Dorys Daher é arquiteta radicada no Rio de Janeiro


O Ouro Que a Moda Demorou Décadas Para Enxergar

     O Ouro Que a Moda Demorou Décadas Para Enxergar


A fotógrafa Kica de Castro em palestra no TED X São Paulo

Como a beleza deixou de pertencer ao padrão e por que uma fotógrafa brasileira percebeu essa mudança antes de a indústria admitir que ela existia.


Durante décadas, a moda repetiu a mesma promessa: beleza como padrão. O que escapava disso não era visto. Era corrigido, ajustado ou simplesmente apagado. Não por acidente, mas por projeto de estética, de mercado e de conveniência social.


A modelo com nanismo Arete Angotti para exposição "O Corpo Dourado da Vitória"


A mudança começou antecipando qualquer discurso e antes de virar mercado.
Antes de diversidade se tornar linguagem publicitária, a fotógrafa brasileira Kica de Castro já fotografava pessoas com deficiência como presença, não exceção. Sem moldura de superação, sem apelo de compaixão. Em 2007, criou a primeira agência de modelos com deficiência no Brasil. Em 2015, levou essa discussão para a televisão com o Viver Eficiente, exibido pela Astral TV e pelo canal Alpha Channel TV. Em dezembro de 2025, recebeu o título de Comendadora Cultural.

Os fatos organizam a cronologia. Mas não explicam o atraso.
O que muda não é o reconhecimento. É o olhar. E ele muda devagar demais.
Durante muito tempo, a pessoa com deficiência só existia na cultura visual como falta, superação ou exceção. Fora disso, simplesmente não existia. O trabalho de Kica insiste em outro lugar: vida comum. Não como ideal, mas como fato. Isso ainda não é confortável para parte da indústria.


Ariete Angotti, modelo com nanismo nos bastidores

A nova exposição virtual, “O Corpo Dourado da Vitória”, condensa essa tensão.

Os corpos recebem pintura dourada assinada por André Lima. O gesto poderia ser apenas ornamental, mas não é. O ouro não suaviza, não corrige e nem aproxima esses corpos de um padrão conhecido. Ele apenas expõe o que sempre esteve ali.
“Minha profissão sempre foi associada à ideia de corrigir imperfeição”, diz André Lima. “Aqui não havia o que corrigir. Isso muda tudo, porque você percebe o quanto do seu trabalho foi treinado para esconder pessoas, não para olhar para elas.”
Ele faz uma pausa. Depois completa, mais baixo:

“E isso é estranho de admitir quando você trabalha com beleza.”

Entre as imagens está Ariete Angotti, mulher com nanismo.

Sua presença não busca representar um grupo nem funcionar como símbolo. Ela ocupa o espaço da imagem de forma direta.

“O nanismo sempre chegava antes de mim”, diz. “Antes do meu nome, antes de qualquer conversa. Nessas fotos isso não desaparece, mas deixa de ser o que define tudo.”
Ela hesita um segundo.
“Isso muda a forma como você respira numa imagem.”
Não há tentativa de transformar diferença em metáfora. Nem suavização do que ela significa no cotidiano. O que existe é presença. Ainda instável dentro desse sistema de imagens.
Kica de Castro evita qualquer leitura heroica do próprio percurso.

“Seria falso dizer que isso muda a moda”, afirma. “A moda muda quando a sociedade muda. Eu só continuei fotografando pessoas que não estavam sendo reconhecidas como belas. Durante anos isso foi invisível também. Depois virou interesse. Agora virou discurso. Eu continuo no mesmo lugar.”


A modelo Ariete Angotti com o maquiador André Lima

Na televisão, o diagnóstico segue semelhante.

“A televisão brasileira ainda trata a deficiência como exceção”, diz Bete Mancuso, diretora executiva do canal Alpha Channel. “Ela aparece em campanhas de sensibilização, mas quase nunca na rotina. O Viver Eficiente nasceu para ser verdadeiro e não especial.”

O cenário mudou, mas de forma desigual. Em alguns pontos, lentamente. Em outros, só na superfície.

Pessoas com deficiência seguem fora da maioria das campanhas de grande alcance e quase ausentes dos espaços onde decisões de imagem são tomadas. O discurso de inclusão avançou mais rápido do que a prática consegue sustentar.

E isso cria uma ilusão confortável de mudança.

O Corpo Dourado da Vitória não propõe uma nova definição de beleza. Ele expõe uma limitação antiga: a de uma cultura que confundiu padrão com verdade.

O ouro não transforma esses corpos. Nem tenta.


Ele apenas revela, sem conforto, o quanto tempo foi necessário para que o óbvio pudesse, enfim, ser reconhecido. E ainda assim, não completamente aceito.

Jérôme Poignard apresenta a nova exposição 'Cidade Líquidas - Rio, Paris, Café', no Bar dos Descasados do Hotel Santa Teresa MGallery

      Jérôme Poignard apresenta a nova exposição 'Cidade Líquidas - Rio, Paris, Café', no Bar dos Descasados do Hotel Santa Teresa MGallery 





O artista francês Jérôme Poignard apresenta a nova exposição 'Cidade Líquidas - Rio, Paris, Café', no Bar dos Descasados do Hotel Santa Teresa MGallery, com pinturas inéditas que unem arte e design. Mais do que uma mostra tradicional, é uma ação cultural que atravessa fronteiras, entre técnicas, entre o vivido e o pintado.


Nas obras da série Cidades Líquidas, a influência fauvista liberta a cor de qualquer obrigação realista, o azul não precisa ser exato, precisa ser verdadeiro. A exposição também traz uma série de obras em café, matéria cotidiana transformada em pigmento improvável. Nas telas, a cor tem cheiro e ritual - uma outra forma de habitar o tempo e o papel, que não se explica antes de ser visto.





'Cidade Líquidas - Rio, Paris, Café' é sobre pertencer a mais de um mundo ao mesmo tempo, sobre tudo que só a água, a cor e o gesto conseguem dizer.


Jérôme carrega em sua pintura não apenas cartões postais, mas estados de corpo - o ritmo do Rio, a temperatura cromática de cidades que habitou ou atravessou, retratando com leveza e revelando em cada gesto o que fica de um lugar quando se parte. Nas telas, a água decide junto com o artista. O pigmento escorre, abre, revela. A imprecisão é afetiva: cores que ninguém fotografaria, mas todos reconheceriam.


A exposição pode ser visitada de 09 de julho a 22 de setembro, de segunda a domingo, das 9h às 22h, no Bar dos Descasados do Hotel Santa Teresa MGallery Rio, em Santa Teresa.




Jérôme Poignard é artista plástico e designer, francês de Fontainebleau, radicado no Rio de Janeiro há quase 30 anos. Embaixador de Turismo do Rio de Janeiro, pinta paisagens urbanas do Rio, de Paris, e de outras cidades, nas técnicas da aquarela e acrílica. Já realizou exposições em diversos países e é reconhecido pela capacidade de transformar cenas do cotidiano urbano em experiências imersivas de cor e luz.





Serviço


Exposição: 'Cidades Líquidas - Rio, Paris, Café'

Artista: Jérôme Poignard

Abertura: 09 de julho de 2026

Visitação: até 22 de setembro de 2026

Dias e horários: segunda a domingo, das 9h às 22h

Local: Bar dos Descasados Hotel Santa Teresa MGallery Rio

Rua Almte. Alexandrino, 660 - Santa Teresa - RJ

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Instagram: @poijerome

A exposição tem como público-alvo empresários, profissionais liberais, colecionadores, turistas, estudantes e público em geral.

Entrada franca. Censura livre


Assessoria de Imprensa
Paula Ramagem

quarta-feira, 1 de julho de 2026

A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II apresenta Pierre Piton


Na exposição “A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II”, cada olhar revela uma nova forma de enxergar o mundo. A mostra reúne artistas que, por meio da fotografia, compartilham diferentes culturas, experiências e perspectivas sobre a arte contemporânea.

Hoje apresentamos Pierre Piton, artista francês que iniciou sua trajetória profissional na fotografia na década de 1980. Seus primeiros passos foram como fotojornalista no Laboratório Central da Gendarmaria, na região de Paris, experiência que lhe proporcionou rigor técnico, sensibilidade documental e um olhar apurado para a narrativa visual.

Ao longo de sua carreira, também atuou como fotógrafo freelancer, colaborando com agências de comunicação e importantes veículos de imprensa. Essa vivência consolidou uma sólida formação profissional, marcada pela versatilidade e pela capacidade de registrar diferentes realidades com precisão e sensibilidade.

Após anos de atuação como fotógrafo profissional e colaborador de agências de comunicação e veículos de imprensa, desde 2022 dedica-se exclusivamente à fotografia artística, desenvolvendo uma produção autoral marcada pela sensibilidade, pelo refinamento estético e pela força narrativa da imagem.

Desde 2022, Pierre Piton dedica-se integralmente à fotografia artística, concentrando sua produção em projetos autorais que exploram a força estética da imagem e sua capacidade de provocar reflexão e emoção. Seu olhar refinado transforma cenas, formas e atmosferas em composições que dialogam com a memória, a sensibilidade e a experiência humana.

Sua produção já foi apresentada em importantes exposições internacionais, com participações na França, Marrocos, Suíça, Itália, Alemanha, Espanha e Estados Unidos, consolidando uma trajetória reconhecida pela qualidade técnica e pela expressividade de suas obras.

Seu trabalho já foi apresentado em exposições na França, Marrocos, Suíça, Itália, Alemanha, Espanha e Estados Unidos, consolidando uma trajetória internacional de reconhecimento.

A presença de Pierre Piton em “A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II” reforça o caráter internacional da mostra e evidencia a fotografia como uma linguagem universal, capaz de aproximar culturas, despertar emoções e estabelecer conexões que ultrapassam fronteiras.

A curadoria da exposição tem orgulho de integrar a programação oficial do XVI Festival Hercule Florence 2026, celebrando artistas que fazem da fotografia uma das mais importantes expressões da arte contemporânea.

Aguarde. Durante todo o mês de agosto, apresentaremos os fotógrafos participantes desta grande celebração da imagem, revelando trajetórias, pesquisas e diferentes formas de interpretar o mundo.

Serviço

Exposição: A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II
Período: 5 a 29 de agosto de 2026
Local: Centro de Convivência Cultural de Campinas
Curadoria: Ligia Testa e Rosita Cavenaghi
Entrada: Gratuita

terça-feira, 30 de junho de 2026

Joana Teixeira vai desfrutar as belezas da República Dominicana

     Joana Teixeira vai desfrutar as belezas da República Dominicana




A escritora Joana Teixeira embarca em breve para uma experiência especial na República Dominicana, um dos destinos mais encantadores do Caribe. Conhecida por sua sensibilidade cultural e olhar apurado para novas experiências, Joana pretende aproveitar dias de descanso, inspiração e descobertas em meio às paisagens paradisíacas do país.


Com praias de águas cristalinas, rica herança histórica e uma gastronomia diversificada, a República Dominicana oferece uma combinação perfeita entre lazer, cultura e sofisticação. O roteiro da escritora inclui momentos de contemplação, passeios por cenários deslumbrantes e contato com a hospitalidade que tornou o destino reconhecido internacionalmente.


Além de vivenciar as riquezas naturais e culturais do país, Joana também pretende buscar inspiração para seu próximo livro. A atmosfera caribenha, as histórias locais, os encontros e as experiências ao longo da viagem poderão contribuir para a construção de novas narrativas e personagens, enriquecendo ainda mais seu universo literário.


A passagem de Joana Teixeira pela República Dominicana reforça sua conexão com o universo das viagens, da cultura e da literatura, mostrando que conhecer novos destinos é também uma forma de ampliar horizontes, colecionar memórias e transformar experiências em inspiração para futuras obras.


Divulgação

Joana Teixeira: buscando inspirações para sua próxima obra literária


Matheus Bussière fortalece diálogo com construtoras para agilizar processos documentais

    Matheus Bussière fortalece diálogo com construtoras para agilizar processos documentais




O 20º Cartório de Notas da Barra da Tijuca, que tem como Tabelião o Dr. Cláudio Lopes, vem ampliando o relacionamento com representantes do setor da construção civil. Segundo o administrador Matheus Bussière, o objetivo é desenvolver parcerias estratégicas voltadas à modernização e à agilidade dos processos documentais.


Em encontros recentes com empresários e executivos do mercado imobiliário, foram discutidas alternativas para facilitar a tramitação de escrituras, procurações, autenticações e demais serviços essenciais para o andamento de empreendimentos residenciais e comerciais.




A iniciativa busca aproximar ainda mais o cartório das construtoras, oferecendo soluções que contribuam para reduzir burocracias, otimizar prazos e proporcionar mais segurança jurídica em todas as etapas dos negócios imobiliários.


Com uma visão moderna e focada na excelência do atendimento, Matheus Bussière acredita que a integração entre cartórios e construtoras pode gerar benefícios significativos para empresas, investidores e clientes finais, tornando os processos mais eficientes e acessíveis para todos os envolvidos.


Fotos: Divulgação

Integração entre cartórios e construtoras: benefícios significativos para empresas, investidores e clientes finais, diz Matheus Bussière


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Expressão da emoção

                              Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                        EXPRESSÃO DA EMOÇÃO

Expressar qualquer emoção tem um sentido duplo: é incrível, pois dar passagem ao que sentimos é importante para a própria elaboração da situação, mas preocupante porque ao falarmos, criamos uma conexão com o outro, que ora pode ser benéfica, quando há um entendimento sensível entre as partes, ou ora pode ser um tanto negativo, se o interlocutor se distanciar da situação.

E aí, o que fazemos então? Ignoramos o que sentimos com medo do que vão pensar de nós, pelo temor das possíveis reações ou por que temos receio de nos mostrar vulneráveis?

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos constatou que 70% dos educadores têm dificuldade em expressar o que sentem. Será diferente em terras tupiniquins? Será que esta dificuldade não se estende a todos os segmentos de trabalho? É só olharmos para nós mesmos e para as pessoas ao nosso redor para constatarmos que esta estatística também pode muito bem se aplicar a nós.

E percebam que dado interessante, mas não bom: de acordo com pesquisas as mulheres expressam mais suas emoções, no que se referem as positivas. Quanto ao expressar as emoções negativas, por exemplo, tristeza e ansiedade, elas internalizam mais que os homens (BRACKETT, 2021). E o resultado é a onda de intolerância e vulnerabilidades mentais que nos percorrem.

E por que isso acontece? Socialmente existe uma injustiça. Homens que perdem o controle são vistos como tendo reações normais. A mulher que perde o controle está neurótica, desiquilibrada ou coisa do tipo.

Para além de todos esses dados, o que devemos atentar é para o fato de que precisamos expressar o que sentimos. Existem diversas maneiras de se fazer isso: podemos conversar com um amigo confidente, fazer terapia ou análise, ter um caderno – diário – e anotar o que nos aconteceu e o que sentimos com o que nos aconteceu... A questão é buscar um caminho possível e seguro.

Mark Brackett (2021,p.150) lista os benefícios que angariamos quando expressamos o que sentimos: “diminui a frequência a consultas médicas, melhora a função imunológica, reduz a pressão arterial, melhora o estado de ânimo a longo prazo, reduz o estresse, melhora o desempenho acadêmico e diminui as faltas no trabalho”.

Que sigamos pensando...  

Um grande abraço para você!

Retrofit em imóveis ‘datados’: modernidade e segurança

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