Rádio Metropolitana


segunda-feira, 20 de abril de 2026

Escolhas pessoais

   Escolhas pessoais



Por Débora Máximo






Por que escolhemos o que escolhemos? O que existe por trás das nossas intenções?

Você já parou para pensar por que tomamos certas decisões? Às vezes acreditamos que somos 100% donos da nossa vontade, mas a verdade é que as nossas intenções são como um iceberg: o que vemos na superfície é apenas uma pequena parte do que realmente está acontecendo na nossa mente.

De onde vem a nossa vontade?

Nossas escolhas nascem de uma mistura entre o que sentimos e o que pensamos. O problema é que o nosso cérebro é mestre em nos enganar. Muitas vezes, nós agimos por impulso ou por um hábito antigo e logo em seguida, a nossa mente "inventa" uma explicação lógica para justificar o que fizemos.

É como se o inconsciente decidisse primeiro e a nossa consciência apenas desse uma desculpa bonita para a escolha não parecer sem sentido. Existe um ditado que diz: "De boas intenções o inferno está cheio". E, na prática, isso faz muito sentido. Nem sempre uma boa intenção gera um bom resultado.

Às vezes, tentamos ajudar alguém e acabamos atrapalhando. Isso acontece porque focamos tanto no que nós achamos que é o certo, que esquecemos de olhar para o que a outra pessoa realmente precisa. Um exemplo comum é quando tentamos resolver todos os problemas de alguém querido, a intenção é poupar a pessoa de sofrer, mas o resultado é que impedimos que ela aprenda e cresça com os próprios desafios.

Você está ajudando os outros ou alimentando o ego? Esta é a pergunta mais difícil quando ajudamos, estamos sendo generosos ou apenas queremos nos sentir bem com nós mesmos? A ciência mostra que ajudar o próximo ativa áreas de prazer no cérebro. É o chamado "prazer de ajudar". Isso não é ruim, mas existe uma linha tênue.

Vamos identificar a ajuda Real quando você foca no bem-estar do outro, mesmo que ninguém fique sabendo. E alimentando o Ego é quando você ajuda esperando reconhecimento, ou quando faz questão de que todos vejam como você é uma "pessoa boa". Muitas vezes, a nossa intenção de ajudar é no fundo, uma tentativa de aliviar o nosso próprio desconforto ao ver alguém sofrendo. Ou seja, ajudamos para que nós paremos de nos sentir mal.






Como fazer escolhas melhores?

Para não cair nessas armadilhas da mente, o segredo é o questionamento. Antes de agir "com boas intenções", tente olhar para fora e pergunte-se: eu estou fazendo isso por mim ou pela pessoa? Essa pessoa me pediu ajuda ou eu estou invadindo o espaço dela? Minha escolha vai trazer um benefício real ou é apenas para eu me sentir um "herói"?

Entender que nem toda intenção é pura nos ajuda a sermos mais humildes e principalmente, mais eficientes nas nossas relações e escolhas de vida.

No fim das contas, entender o que nos move não serve para nos sentirmos culpados pelas nossas motivações ocultas, mas para nos dar clareza. É humano sentir-se bem ao ajudar e é natural que o ego queira uma pitada de satisfação. O problema não é o prazer que sentimos, mas sim quando esse prazer se torna o único objetivo da nossa "bondade".

Reprodução

Divulgação
Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia

Segurança que atravessa gerações: o valor dos serviços pelos cartórios no dia a dia

   Segurança que atravessa gerações: o valor dos serviços pelos  cartórios no dia a dia





Em um mundo cada vez mais dinâmico, onde decisões são tomadas com rapidez e relações se constroem em diferentes formatos, a segurança jurídica se torna um dos pilares mais importantes da vida em sociedade. É nesse contexto que os serviços de cartório ganham protagonismo, garantindo autenticidade, validade legal e tranquilidade em cada etapa da vida civil.

Dos momentos mais simples aos mais decisivos, como reconhecimento de firma, autenticação de documentos, escrituras, procurações e registros, os cartórios desempenham um papel essencial na organização e na proteção dos direitos dos cidadãos. "São instituições que oferecem não apenas formalidade, mas sobretudo confiança, um valor cada vez mais necessário nos tempos atuais", assegura Matheus Bussière, substituto legal do Cartório 20° Ofício de Notas localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Além disso, a modernização dos serviços cartorários tem facilitado o acesso da população, com processos mais ágeis, atendimento qualificado e soluções que acompanham a evolução digital. Hoje, é possível resolver diversas demandas com eficiência, sem abrir mão da segurança e da credibilidade que só um cartório pode oferecer.

Na Barra da Tijuca, esse compromisso com excelência e inovação se traduz no trabalho do 20º Ofício de Notas da Barra da Tijuca, referência em atendimento, agilidade e confiança. Um espaço que alia tradição e modernidade para oferecer soluções completas, reforçando a importância dos serviços cartorários na vida contemporânea.

Divulgação
Serviços dos cartórios garantem autenticidade, validade legal e tranquilidade em cada etapa da vida civil


Brutalismo na Arquitetura: a 'leveza' do concreto aparente

    Brutalismo na Arquitetura: a 'leveza' do concreto aparente


Conceito surgiu após a Segunda Guerra Mundial e ganhou o mundo






Construir espaços, harmonizando estética, funcionalidade, conforto e sustentabilidade são os princípios básicos da Arquitetura, unindo arte e técnica ao projetar. Nos últimos anos, um estilo rústico de construção - por conceito minimalista e também baixo custo - ganhou espaço entre clientes descolados, mas que não abrem mão do conforto e funcionalidade quando o assunto á habitação: é o chamado Brutalismo, que usa o concreto aparente e estrutura de "dentro para fora".


"O Brutalismo - mais do que um estilo arquitetônico - é quase um manifesto, diante da grandeza que propõe ao usar o concreto aparente em linhas imponentes e estética crua, que traduzem força e opulência ao projeto. Até porque a proposta prioriza a forma, deixando de lado adornos ou outros detalhes supérfluos", considera a arquiteta Dorys Daher (www.dgarquitetura.com.br), que atua há mais de 40 anos na área.


Impossível de passar despercebido, historicamente o estilo surgiu após a Segunda Guerra Mundial e rapidamente ganhou espaço como resposta à necessidade de reconstrução e funcionalidade urbana. Virou tendência  entre as décadas de 1950 e 1970, justamente por valorizar as formas geométricas fortes, linhas retas e grandes volumes. Era um período marcado pela falta extrema de recursos e alta demanda por moradias. Portanto, nesse cenário os arquitetos buscavam soluções práticas, econômicas e rápidas de executar.


"Justamente nesse momento o concreto se tornou um protagonista, como material resistente, acessível e que permitia liberdade para criar", emenda Dorys, que comanda seu escritório de Arquitetura em Ipanema, no Rio de Janeiro. "Nada está ali por acaso. Na verdade, o que sustenta o edifício é o que fica em evidência: ou seja, sem revestimentos, sem muita 'maquiagem'. Para muitos, é um estilo polêmico; outros tantos o consideram como é uma obra de arte fora do tradicional."


O estilo e interesse pela arquitetura pesada ganharam novo fôlego em 2024, desta vez nas telas de cinema, com o longa "Brutalismo" - indicado ao Oscar de Melhor Filme no ano passado - drama histórico que acompanha um arquiteto que foge da Europa pós-guerra rumo aos Estados Unidos.


Mesmo o estilo dividindo opiniões, uma coisa é certa: o Brutalismo na Arquitetura deixou sua marca no mundo e segue influenciando projetos até hoje, com foco em soluções práticas, com ambientes amplos e geométricos, sejam eles edifícios residenciais ou comerciais, espaços interiores e áreas urbanas, moldando a relação humana com o ambiente construído.


Fotos: Divulgação
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Nesta residência em Brasília, um bom exemplo do 'Brutalismo' em projeto de Dorys Daher

quinta-feira, 16 de abril de 2026

BANDA PINOTE EMPLACA SUCESSO PROS FESTEJOS JUNINOS

 BANDA PINOTE EMPLACA SUCESSO PROS FESTEJOS JUNINOS




Com direito a clipe e presente nas principais plataformas digitais pelo selo da gravadora SUCESSO MUSIC, a Banda Pinote lança seu mais novo hit, a canção destinada aos festejos juninos "SÓ DÁ PINOTE" (composição de Vavá Dias).

terça-feira, 14 de abril de 2026

Dia Nacional de Monteiro Lobato inspira imersão no universo do Sítio do Picapau Amarelo em parque temático em Atibaia (SP)

 Dia Nacional de Monteiro Lobato inspira imersão no universo do Sítio do Picapau Amarelo em parque temático em Atibaia (SP)





Celebrado em 18 de abril, o aniversário de Monteiro Lobato ganha uma nova forma de conexão com o público, por meio de experiências imersivas no recém-inaugurado Parque Temático Sítio do Picapau Amarelo. Localizado em Atibaia (SP), o espaço abriu as portas em dezembro e propõe transportar visitantes para o universo lúdico de uma das obras mais emblemáticas da literatura infantil brasileira.


Inspirado no clássico Sítio do Picapau Amarelo, o parque oferece uma jornada sensorial e interativa que resgata personagens, cenários e narrativas que atravessam gerações. Entre os destaques estão ambientes que recriam espaços icônicos como: Casarão da Dona Benta, Gruta da Cuca, Laboratório de Invencionices do Visconde, o Teatro Reino das Águas Claras, além de atrações que estimulam o aprendizado por meio do brincar.


A proposta vai além do entretenimento, o parque também busca reforçar o legado cultural da obra de Lobato, incentivando o contato das novas gerações com a literatura nacional de forma acessível e envolvente. Atividades educativas, apresentações teatrais e experiências guiadas fazem parte da programação, conectando fantasia e conhecimento.


“A proposta do parque é transformar uma referência da literatura brasileira em uma experiência viva, que desperta a imaginação e aproxima crianças e adultos desse universo tão rico. O aniversário de Monteiro Lobato é uma oportunidade especial para reforçar esse vínculo afetivo e cultural”, afirma César Leonel, diretor do Parque Temático Sítio do Picapau Amarelo.

 

Detalhes das atrações


Os visitantes podem desvendar mistérios na Gruta da Cuca, reviver o início das histórias no Reino das Águas Claras e colocar a criatividade em prática no Laboratório do Visconde de Sabugosa.


As Aventuras do Pedrinho convidam crianças e adultos a explorarem desafios em um brinquedão com tobogãs, redes e escorregadores. Já no Labirinto do Minotauro, o desafio e encontrar a saída, enquanto as Travessuras do Saci envolvem o público em uma divertida missão ao lado do Tio Barnabé.


No Casarão da Dona Benta, a exposição Monteiro Lobato: Ontem e Hoje utiliza fotos, vídeos e recursos tecnológicos para contar a trajetória do autor e a história do Sítio. E, para completar a experiência, o Restaurante da Tia Nastácia oferece um delicioso almoço da fazenda (não incluído no ingresso).

 

Serviço

 Parque Temático Sítio do Picapau Amarelo

- R. Gennaro Ricco, 755 - Jardim Bogotá - Atibaia/SP

- Crianças de até 2 anos não pagam.

- As datas disponíveis e condições comerciais podem ser conferidas em: https://www.sitiopicapauamarelo.com.br/

 

Instagram: @sitio.picapauamarelo

TikTok: sitio.picapauamarelo

 

Sobre o Grupo Forma


O Grupo Forma é a maior referência em turismo estudantil na América Latina, oferecendo experiências que vão de saídas pedagógicas a viagens de formatura, além de roteiros educacionais exclusivos conduzidos pela Forma Conhecer. O grupo também é responsável pela criação e operação de projetos inéditos, como a construção licenciada do parque temático Sítio do Picapau Amarelo e visitas oficiais aos estúdios da Mauricio de Sousa Produções. Também atua com viagens internacionais e intercâmbios para menores desacompanhados.


“Sou retrossexual”: ex-Malhação, Diogo Venturieri, diz que não se vê no comportamento masculino atual

 “Sou retrossexual”: ex-Malhação, Diogo Venturieri, diz que não se vê no comportamento masculino atual


“Hoje parece que existe uma pressão para seguir um tipo de comportamento que não representa todos os homens”


Créditos: @eudiogoventurieri | CO - Assessoria


Ex-ator de Malhação, Diogo Venturieri, de 43 anos, afirma que passou a se definir como “retrossexual” após perceber que não se identifica com o comportamento masculino que, segundo ele, se tornou dominante nos últimos anos. Para o influenciador, a mudança não é apenas estética, mas comportamental, e vem acompanhada de uma expectativa de adaptação que, para ele, não faz sentido.


 

Segundo ele, essa percepção ficou mais clara ao observar o padrão que passou a se repetir entre outros homens. “Eu comecei a ver muita gente seguindo um estilo muito voltado à estética, com roupas, acessórios e até peças que antes eram mais associadas ao universo feminino. E, de repente, isso virou o normal. Pra mim, não faz sentido”, afirma.


 

Ele conta que essa leitura foi se construindo ao longo do tempo, conforme passou a prestar mais atenção no que via ao redor. “Não foi algo de um dia. Eu fui percebendo, em situações, conversas, no dia a dia, que existia uma expectativa de você entrar nesse padrão, mesmo que não fosse algo natural pra você”, diz.


 

Para ele, esse comportamento está diretamente ligado ao que é reforçado nas redes sociais. “Hoje a gente é bombardeado o tempo todo com esse tipo de referência, como se fosse o único caminho. É estética, é comportamento, é forma de se posicionar… e, se você não segue isso, parece que está errado”, afirma. Segundo ele, foi esse incômodo que o levou a se posicionar. “Eu só entendi que não precisava entrar nisso quando percebi que não fazia sentido pra mim”, conclui.



Créditos: @eudiogoventurieri | CO - Assessoria



Retratos que transformam narrativas

 Retratos que transformam narrativas


Kica de Castro - Apresentadora do programa "Viver Eficiente"


Kica de Castro construiu uma trajetória em que técnica, sensibilidade e propósito caminham com precisão e raramente em silêncio. Nascida em São Caetano do Sul, no Grande ABC paulista, encontrou ainda na infância seu primeiro laboratório afetivo ao observar o pai, fotógrafo amador. Enquanto muitas crianças buscavam o protagonismo diante da câmera, Kica se interessava pelo que estava por trás dela: compreender o equipamento, dominar a luz, decifrar o gesto que antecede a imagem. Desde cedo, sua relação com a fotografia foi menos sobre aparecer e mais sobre revelar.
Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, ampliou seu repertório visual e narrativo. Nas agências de comunicação, entre campanhas e estratégias, veio a constatação definitiva: sua linguagem mais potente era a fotografia. Em 2000, iniciou sua trajetória profissional registrando eventos sociais, especialmente casamentos, segmento no qual atua até hoje, liderando sua própria equipe com consistência estética e olhar apurado.
O ponto de inflexão veio em 2002. À frente do setor de fotografia voltado à reabilitação de pessoas com deficiência física, Kica encontrou não apenas um campo de atuação, mas uma causa. Permaneceu até 2007, quando decidiu avançar para um território inédito: fundou a primeira agência de modelos profissionais do Brasil com elenco integralmente formado por pessoas com deficiência. Mais do que uma iniciativa de mercado, foi uma ruptura simbólica. Uma nova forma de enxergar corpo, identidade e representação.
Esse movimento se consolidou como divisor de águas em sua vida e carreira. A partir dele, Kica de Castro conquistou notoriedade nacional e internacional, acumulando prêmios e reconhecimento por sua contribuição à fotografia e à inclusão. Em dezembro de 2025, recebeu o título de Comendadora, reconhecimento que reforça o impacto cultural e social de sua obra.
Sua assinatura estética recusa disfarces. Em suas imagens, aparelhos ortopédicos não são escondidos, tornam-se elementos de estilo e identidade. Para quem observa seu trabalho, esses dispositivos podem ser compreendidos como extensão do corpo, ferramenta de mobilidade ou expressão individual. A interpretação é livre. O que Kica propõe é um deslocamento de olhar: transformar o que antes era invisibilizado em linguagem estética legítima.
Em 2015, ampliou ainda mais o alcance de sua narrativa ao criar o programa de televisão “Viver Eficiente”, dedicado a dar voz e visibilidade às pessoas com deficiência. Atualmente, o programa integra a grade da Astral TV, com exibição de segunda a sexta-feira, às 15h30, e também do Alpha Channel TV, em Alphaville, onde vai ao ar semanalmente, consolidando-se como uma plataforma contínua de informação, representatividade e diálogo.
Seu lema: “beleza e deficiência não são palavras opostas”, atravessa editoriais, exposições e passarelas. Na exposição virtual mais recente, “O Corpo Dourado da Vitória”, corpos de pessoas com deficiência são pintados de dourado pelo maquiador André Lima, em uma construção visual potente que simboliza conquista, força e pertencimento. Não se trata de idealização, mas de reconhecimento: a beleza deixa de ser padrão e se afirma como plural.
Hoje, ainda que de forma gradual, a presença de pessoas com deficiência em campanhas, editoriais e produções audiovisuais já não é mais exceção. Há avanço consistente, ainda que tímido, Kica está entre os nomes que ajudaram a construir esse caminho ao longo de décadas de trabalho.
Para o final do ano, a fotógrafa se prepara para mais um capítulo: será coautora de um livro ao lado de outras 11 mulheres, compartilhando sua trajetória profissional. Um registro que ultrapassa a memória e se inscreve como legado. Em um mercado cada vez mais atento à relevância social e à autenticidade narrativa, o trabalho de Kica de Castro se destaca não apenas pela estética, mas pelo impacto que gera. Seu olhar não apenas enquadra, mas, reposiciona conceitos. E, ao fazer isso, transforma a fotografia em um instrumento ativo de inclusão, consciência e transformação social.

Escolhas pessoais

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