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Espetáculo de Tatá Oliveira mistura
autobiografia e ficção, teatro de objetos e bonecos para lançar um olhar íntimo
e contemporâneo sobre paternidade, masculinidade e heranças emocionais.
O que deixamos para
aqueles que ainda não nasceram? Que memórias, gestos e silêncios atravessam
pais, filhos, avôs e netos, ao longo do tempo? Essas são algumas das perguntas
que atravessam “Uma Carta para Meus Netos”, espetáculo teatral que está em
cartaz até domingo, dia 8 de fevereiro, no Sesc Tijuca, propondo uma
experiência cênica delicada, profunda e absolutamente atual. A direção é de
Débora Salem.
Idealizado, escrito e
interpretado por Tatá Oliveira, o espetáculo parte de uma ação simples e
potente: um artista escreve uma carta para seus futuros netos e, nesse gesto,
revisita sua própria história, suas relações familiares e os modelos afetivos
que recebeu — e que, consciente ou inconscientemente, tende a reproduzir. “Entre
lembranças, invenções e objetos carregados de memória, o palco se transforma em
território de reflexão sobre as transformações geracionais e os desafios de
educar, amar e escutar em tempos de mudança”, explica o ator.
Com linguagem
contemporânea e estética intimista, “Uma Carta para Meus Netos” borra as
fronteiras entre autobiografia e ficção. O espetáculo combina teatro de objetos
e performance do ator, utilizando brinquedos como arquétipos emocionais:
símbolos reconhecíveis da infância que revelam tensões, expectativas e
fragilidades nas relações familiares. Nesse jogo entre verdade e invenção, o
público é convidado a se reconhecer nas cenas e a refletir sobre suas próprias
heranças afetivas.
A encenação aposta na
sutileza e na poesia para abordar temas urgentes como paternidade,
masculinidade, escuta emocional e repetição de padrões familiares, sem oferecer
respostas fáceis ou julgamentos. Ao contrário, propõe perguntas. “O avô que
aconselha, o pai que silencia, o filho que não compreende — todos coexistem em
um mesmo corpo narrativo, revelando que o conflito entre gerações é também um
espaço possível de aprendizado e transformação”, reflete Tatá.
Com duração de até 50
minutos e dividida em prólogo e epílogo, a montagem reúne uma equipe criativa
de excelência, com destaque para a direção de Débora Salem, a direção de
movimento de Paulo Mazzoni, a preparação em formas animadas de Marise Nogueira,
o desenho de luz de Rodrigo Belay e videomapping de Carolina Godinho.
Integrante da
premiada Artesanal Cia. de Teatro, com 30 anos de trajetória, Tatá Oliveira
sintetiza nesta obra uma pesquisa artística amadurecida ao longo de sua
formação e atuação profissional, tanto no teatro quanto no audiovisual. O
resultado é um espetáculo sensível, maduro e necessário — que dialoga
diretamente com o público adulto, mas ecoa em todas as gerações.
Mais do que uma peça,
“Uma Carta para Meus Netos” é um convite ao encontro: entre passado e presente,
entre aquilo que fomos e o que ainda podemos ser.
Serviço.
Espetáculo: “Uma
Carta para Meus Netos”.
Local: Sesc Tijuca –
Teatro 2.
Temporada: até 8 de
fevereiro (últimos dias).
Dias e horários:
quinta a sábado, às 19h | domingo, às 18h.
Duração: até 50
minutos.
Classificação etária:
a partir de 16 anos.
Ingressos:
R$ 30 (inteira).
R$ 15 (meia-entrada e
conveniados).
R$ 21 (habilitado
Sesc).
Entrada gratuita para
PCG - Programa de Comprometimento e Gratuidade do Sesc, uma iniciativa para
oferecer atividades educativas e culturais gratuitas para pessoas de baixa
renda (até 2 ou 3 salários mínimos por família), incluindo trabalhadores do
comércio e estudantes, ampliando o acesso à cultura, lazer e assistência.
Por: Clilton Paz.
Fonte: Cláudia Tisato.






















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