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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Reflexões sobre o luto

    Reflexões sobre o luto


Por Débora Máximo





Nada se compara ao susto de receber uma má notícia! Isso aconteceu comigo esta semana. Foi um conjunto de susto, tristeza e dor que alcançou meu coração como uma facada profunda.


No decorrer da vida, sabemos que iremos perder alguém que amamos, mas estamos sempre com a esperança de que isso nunca irá acontecer. E quando acontece, a dor pode ser devastadora.


Podemos viver o luto em diversos formatos e nenhum deles deve ser negligenciado, porque todo esse processo de separação faz parte da vida. E precisamos perceber uma coisa: o luto não vem sozinho, ele é um conjunto de perdas. Quando perdemos alguém, não perdemos somente aquela pessoa. Perdemos também sua presença, a rotina que existia com ela, as conversas, os planos e tudo aquilo que fazia parte daquela relação. Uma única perda pode trazer várias outras junto com ela. Talvez por isso o luto desperte tantos sentimentos diferentes: tristeza, raiva, culpa, medo, saudade, vazio… às vezes tudo misturado.


Você provavelmente já ouviu falar nas cinco fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Elas nos ajudam a compreender algumas reações diante de uma perda, mas não significam que todos passarão por elas da mesma maneira ou nessa ordem.


Na negação, podemos ter dificuldade de acreditar no que aconteceu. Na raiva, aparecem a revolta e os “por quês?”. Na barganha, surgem os “e se?”: e se eu tivesse feito diferente? E se algo pudesse ter mudado? Na depressão, a ausência e tudo o que mudou com ela são sentidos de forma mais profunda. E a aceitação acontece quando começamos a reconhecer essa nova realidade. Mas aceitar não significa esquecer, deixar de amar ou não sentir mais saudade.


O luto não acontece em linha reta. Uma pessoa pode estar melhor e de repente, uma música, uma fotografia, um cheiro ou uma lembrança, pode trazer novamente uma emoção intensa. Cada um tem seu tempo, e não existe um prazo determinado para deixar de sentir uma perda.


Por outro lado, também precisamos estar atentos quando o sofrimento permanece muito intenso e começa a comprometer a vida por um período prolongado. Em adultos, o DSM-5-TR considera a persistência dos sintomas por pelo menos 12 meses como um dos critérios para avaliar o chamado Transtorno do Luto Prolongado. Isso não quer dizer que sentir tristeza ou saudade depois de um ano seja anormal...





O tempo, sozinho, não determina um problema. É a intensidade, a persistência e o impacto desse sofrimento na vida da pessoa que precisam ser observados. Talvez esteja aí um dos cuidados mais importantes, respeitar o tempo da dor, mas também perceber quando ela precisa de ajuda para ser atravessada. Há dores que precisam ser sentidas, acolhidas e compreendidas, sem a cobrança de que passem depressa.


Com o tempo, algumas lembranças ainda poderão apertar o coração, enquanto outras começarão a trazer um sorriso. Seguir em frente não significa deixar para trás quem amamos. A presença pode se transformar sem que o amor precise desaparecer.


E, aos poucos, a vida vai encontrando espaço novamente. Não porque aquilo que perdemos deixou de importar, mas porque aprendemos a carregar de outra forma aquilo que foi importante demais para ser esquecido.


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Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia


quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Excelência, atualização e segurança na cirurgia plástica

   Excelência, atualização e segurança na cirurgia plástica






A trajetória da Dra. Ana Mamari na cirurgia plástica é marcada pela busca constante por conhecimento, aperfeiçoamento técnico e atualização profissional. Em uma área que evolui continuamente, a formação e as certificações são elementos fundamentais para oferecer ao paciente uma prática médica responsável, pautada em critérios técnicos, ética e segurança.


A Dra. Ana Mamari comparece ativamente a grandes eventos médicos, congressos, jornadas e encontros científicos de cirurgia plástica, ministrando palestras e presidindo mesas redondas, uma contribuição que inspira a classe médica.


E mais: ela participa de cirurgias ao vivo para os colegas, compartilhando sua técnica e expertise, o que representa uma importante oportunidade de acompanhar as novidades da cirurgia plástica e da medicina estética. Esses momentos também permitem a troca de experiências com especialistas, o contato com novas abordagens e a atualização sobre técnicas e conceitos que contribuem para uma atuação cada vez mais qualificada.


Na hora de escolher um cirurgião plástico, o paciente deve priorizar a qualificação profissional e buscar informações sobre sua formação, especialização, registro e experiência. Também é importante conhecer a estrutura em que o procedimento será realizado e entender como funciona o acompanhamento antes e depois da cirurgia. Segurança deve ser considerada em todas as etapas do processo.


A consulta é outro momento essencial para uma escolha consciente. O profissional deve ouvir atentamente o paciente, compreender suas expectativas, realizar uma avaliação individualizada e explicar de maneira clara as possibilidades, limitações, benefícios e riscos de cada procedimento. Para a Dra. Ana Mamari, uma indicação responsável deve respeitar as características e necessidades de cada pessoa, sem impor padrões de beleza.


Com uma atuação pautada pela atualização constante e pelo compromisso com a individualidade, a Dra. Ana Mamari acredita que cirurgia plástica e beleza devem caminhar lado a lado com responsabilidade e naturalidade. A escolha de um profissional qualificado é o primeiro passo para uma jornada mais segura, na qual conhecimento técnico, planejamento e confiança contribuem para decisões mais conscientes.


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Dra. Ana Mamari: segurança deve ser considerada em todas as etapas do processo cirúrgico


terça-feira, 15 de setembro de 2026

20 DE SETEMBRO - Dor nas articulações pode ser sinal de doença reumática; campanha nacional alerta para diagnóstico precoce

   20 DE SETEMBRO -  Dor nas articulações pode ser sinal de doença reumática; campanha nacional alerta para diagnóstico precoce


Com o slogan “Juntos contra a dor nas juntas. Quando o corpo fala, o reumato escuta”, a campanha visa alertar a população sobre a importância de reconhecer os sinais das doenças reumáticas e buscar avaliação especializada para diagnósticos e tratamentos corretos. A mobilização em São Paulo será realizada no Parque da Aclimação


Campanha nacional visa conscientizar sobre doenças reumáticas, que já afetam cerca de 15 milhões no Brasil


Dor, rigidez e inchaço nas articulações podem ser sinais de doenças reumáticas e não devem ser ignorados. Para ampliar o acesso à informação e estimular a busca por diagnóstico e tratamento adequados, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), em parceria com a Sociedade Paulista de Reumatologia (SPR), promove a Campanha Nacional de Conscientização e Prevenção de Doenças Reumáticas, dia 20 de setembro, no Parque da Aclimação.


Com o slogan “Juntos contra a dor nas juntas. Quando o corpo fala, o reumato escuta”, a campanha visa conscientizar e orientar a população sobre sintomas, diagnósticos e tratamentos. Médicos especialistas, pacientes, associações de pacientes e profissionais de saúde estarão juntos alertando a população.  Estão previstos tendas e pontos de orientação, distribuição de materiais educativos e, em algumas cidades, caminhadas e atividades físicas.


A iniciativa também busca ampliar o conhecimento da população sobre a atuação do médico reumatologista e a importância de procurar o especialista diante de sinais persistentes.


“O diagnóstico precoce pode fazer diferença na evolução e no controle de diversas doenças reumáticas, por isso a informação é uma importante aliada para que as pessoas reconheçam sinais que, muitas vezes, são ignorados e procurem ajuda adequada”, alerta o reumatologista Dr. Valderilio Feijó Azevedo, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).


Estima-se que cerca de 15 milhões de brasileiros são acometidos por doenças reumáticas. São mais de 120 enfermidades já catalogadas, entre doenças inflamatórias, crônicas, autoimunes e raras, que atingem pessoas de qualquer idade. Além do aparelho locomotor, que inclui ossos, articulações, cartilagens, músculos, tendões e ligamentos, algumas dessas doenças podem comprometer órgãos como rins, coração, pulmões, pele e sistema nervoso central, algumas das quais estão entre as principais causas de afastamento do mercado de trabalho.


Entre os sintomas mais frequentes estão dores nas articulações, rigidez e inchaço. Dependendo da doença e de sua evolução, a falta de diagnóstico e de tratamento adequados pode provocar deformidades, desgaste de cartilagens e ossos, limitações físicas e comprometimento da qualidade de vida.


Para a presidente da Sociedade Paulista de Reumatologia, Dra. Danieli Castro Oliveira de Andrade, ações diretas com a população são fundamentais para reforçar a importância do diagnóstico precoce. Segundo ela, identificar a doença nos estágios iniciais permite iniciar o tratamento adequado, reduzir danos crônicos, melhorar a adesão dos pacientes e preservar a qualidade de vida.


Em São Paulo, no Parque da Aclimação, as atividades da campanha incluem tenda e balcão de orientação, distribuição gratuita de cartilhas educativas sobre as doenças, esclarecimento de dúvidas gerais sobre as doenças. Também está prevista prática de atividade física orientada por profissionais de saúde. A mobilização correrá das 9h às 14h.


A mobilização integra a campanha nacional da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) com eventos simultâneos em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Maringá (PR), Londrina (PR), Cascavel (PR), Francisco Beltrão (PR), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Maceió (AL), Porto Velho (RO), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE).


Serviço

Local: Parque da Aclimação – São Paulo (Rua Muniz de Souza, 1119 – Aclimação)

Data: 20 de setembro de 2026 (domingo)

Horário: das 9 às 14h / Atividade gratuita / Basta comparecer!


Doenças mais frequentes


As doenças reumáticas acometem o aparelho locomotor, ou seja, ossos, articulações, cartilagens, músculos, tendões e ligamentos. Algumas também podem comprometer outras partes do corpo humano como rins, coração, pulmão, pele, sistema circulatório, cérebro e o sistema nervoso central. Entre os sintomas mais frequentes estão dores nas articulações, rigidez e inchaço, que podem, dependendo do estágio da doença, levar à deformidade nos pés e nas mãos, desgaste nas cartilagens e nos ossos.


  • A osteoartrite ou artrose, de acordo com a SBR, é a doença reumática mais frequente no país, representando cerca de 30% a 40% das consultas em ambulatórios de reumatologia.
  • A artrite reumatoide, doença de natureza inflamatória, crônica e progressiva, acomete cerca de dois milhões de pessoas no Brasil. Acomete mais mulheres, na faixa dos 30 aos 55 anos, mas também atinge pessoas de todas as idades, inclusive crianças e adolescentes.
  • A lombalgia ou dor nas costas é a segunda causa mais comum de consultas médicas gerais. 
  • A osteoporose é a principal causa de fraturas na população acima de 50 anos. Silenciosa, a doença pode atingir todos os ossos do corpo. Afeta homens e mulheres.
  • O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) acomete entre 150 a 300 mil brasileiros e mais frequente em mulheres.
  • A Fibromialgia é mais frequente em mulheres, mas também acomete homens. Afeta de 2% a 3% da população brasileira.

 


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

O espetáculo das más ações

    O espetáculo das más ações


Por Débora Máximo





Vivemos um tempo em que as más ações parecem ter uma enorme capacidade de capturar nossa atenção. Basta observar o que ocupa as manchetes, as redes sociais e as plataformas de streaming. Crimes reais se transformam em séries, assassinos se tornam personagens principais e histórias de violência ganham documentários, filmes e temporadas inteiras. Casos que deveriam causar profundo incômodo passam também a ocupar o espaço do entretenimento.


Isso me leva a uma pergunta: o que acontece conosco quando passamos tanto tempo olhando para o pior do comportamento humano?


Não se trata de dizer que essas histórias não devam ser contadas. Muitas delas ajudam a compreender comportamentos, contextos sociais e acontecimentos que merecem ser conhecidos. A questão está na maneira como nos relacionamos com esse conteúdo e, principalmente, no motivo pelo qual ele nos atrai tanto.


Quantas vezes nós mesmos nos pegamos torcendo pelo vilão? Queremos que ele escape, que não seja descoberto e em alguns casos, chegamos até a sentir simpatia por alguém cujas atitudes condenaríamos na vida real


Quando acompanhamos um personagem durante horas, conhecemos sua infância, seus traumas, seus medos e suas justificativas. Essa proximidade pode mudar a maneira como enxergamos aquela pessoa. E aqui existe uma diferença importante, compreender alguém não significa justificar seus atos. Conhecer a história de quem causou o sofrimento não deveria apagar a história de quem sofreu.


Quando determinadas imagens, notícias e narrativas passam a fazer parte constantemente do nosso cotidiano, nossa reação a elas pode mudar. O que antes causava enorme espanto pode se tornar mais familiar. Não significa que deixamos de reconhecer a gravidade da violência, mas aquilo que vemos repetidamente pode já não provocar em nós a mesma reação.


E talvez isso não esteja apenas no que assistimos, está também na maneira como reagimos nas redes sociais. É fácil perceber como uma publicação sobre uma briga, uma traição ou uma atitude absurda rapidamente desperta comentários, discussões e compartilhamentos.


Enquanto isso, um vídeo mostrando um rapaz distribuindo cestas básicas pode receber muito menos atenção. E, algumas vezes, a primeira reação diante da boa ação ainda é a desconfiança: “Será que ele fez isso para ajudar ou para ganhar engajamento?”


É claro que ter senso crítico é importante, especialmente em um ambiente no qual exposição também pode ser uma estratégia. Mas há algo interessante nessa diferença de reação. Por que aquilo que é ruim parece despertar tão rapidamente a nossa curiosidade, enquanto uma boa ação, às vezes, precisa provar que é genuína para conquistar o nosso reconhecimento?


Talvez o extraordinariamente ruim simplesmente tenha se tornado mais capaz de disputar a nossa atenção do que o silenciosamente bom?


Aquilo que desperta nosso interesse ganha espaço, circula e permanece. Talvez estejamos vivendo uma dinâmica em que o trágico e o violento capturam nossa atenção com enorme facilidade e isso não acontece apenas diante das telas.


Outro dia ouvi uma mulher contar que, quando passa por um acidente de carro, sente vontade de parar para ver os acidentados. Eu não sei você, mas eu fiquei chocada fazendo cara de paisagem diante do relato. O exemplo pode parecer extremo, mas revela algo interessante: por que é tão difícil desviar o olhar diante de uma tragédia? Existe em nós uma curiosidade pelo inesperado, pelo perigo e por aquilo que rompe a normalidade. O que muda hoje é a quantidade de oportunidades que temos para alimentar essa curiosidade.


Talvez seja justamente aí que caiba uma reflexão sobre o nosso tempo. Se aquilo que choca naturalmente captura nossa atenção, o que acontece quando somos expostos repetidamente a esse tipo de estímulo?


Enquanto isso, uma parte muito menos ruidosa da realidade continua acontecendo, pessoas ajudando, acolhendo, cuidando, protegendo e fazendo o bem. Essas histórias talvez não nos façam parar o carro para olhar, nem interromper o que estamos fazendo para acompanhar cada detalhe. Mas isso não as torna menos importantes. Talvez o desafio esteja justamente em perceber que aquilo que mais chama a nossa atenção nem sempre é aquilo que mais merece o nosso olhar.


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Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia


quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Dra. Ana Mamari: excelência, precisão e propósito na cirurgia plástica

  Dra. Ana Mamari: excelência, precisão e propósito na cirurgia plástica






A trajetória da Dra. Ana Mamari na cirurgia plástica é marcada pela busca permanente pela excelência, pelo aprimoramento técnico e por uma compreensão sofisticada da beleza como expressão individual. Com atuação entre Rio de Janeiro e São Paulo, a médica vem construindo uma carreira sólida, pautada pela ética, precisão, responsabilidade e atenção minuciosa a cada paciente.


Um capítulo de especial relevância em sua formação profissional foi a experiência ao lado do renomado cirurgião plástico Dr. Volney Pitombo, referência na cirurgia plástica brasileira. Essa vivência contribuiu para ampliar seu repertório técnico e sua percepção sobre a importância do planejamento, da precisão cirúrgica e da busca por resultados naturais e harmoniosos, valores que hoje fazem parte de sua identidade profissional.


Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e membro da Associação Brasileira de Cirurgia da Coluna (ABCRC), Dra. Ana Mamari alia formação, experiência e atualização constante. Sua participação em congressos, jornadas e encontros especializados demonstra o compromisso com uma medicina em permanente evolução, acompanhando os avanços científicos e tecnológicos da especialidade.


Para a médica, cada paciente é único. Anatomia, história, expectativas e estilo de vida precisam ser considerados antes de qualquer decisão. Por isso, sua abordagem começa por uma avaliação criteriosa e individualizada, na qual técnica, segurança, proporção e naturalidade são cuidadosamente equilibradas. O objetivo é valorizar características próprias, evitando resultados padronizados e respeitando a identidade de cada pessoa.


Nas redes sociais e em sua comunicação profissional, Dra. Ana Mamari também revela uma dimensão contemporânea da medicina: a proximidade com o paciente por meio da informação. Ao compartilhar sua rotina, sua participação em eventos científicos e momentos de atualização, fortalece uma imagem profissional baseada em conhecimento, credibilidade e transparência.


Entre Rio de Janeiro e São Paulo, a cirurgiã vem consolidando uma atuação que traduz uma nova percepção da cirurgia plástica: menos sobre padrões e mais sobre individualidade; menos sobre excessos e mais sobre equilíbrio. Sua experiência, aliada à formação e às referências construídas ao longo da carreira, reforça uma prática voltada à excelência e à segurança.


Mais do que transformar formas, Dra. Ana Mamari constrói sua trajetória a partir de um propósito: exercer a cirurgia plástica com conhecimento, responsabilidade, sensibilidade e precisão. A experiência profissional ao lado de grandes nomes da especialidade, somada à sua constante busca por atualização, faz parte de uma história que continua sendo construída com dedicação e uma visão contemporânea da medicina.


Sua trajetória traduz, assim, a união entre experiência, técnica e olhar humano atributos fundamentais para uma profissional que entende que a excelência na cirurgia plástica está não apenas no resultado, mas em todo o caminho percorrido para alcançá-lo.


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Dra. Ana Mamari: anatomia, história e estilo de vida precisam ser considerados antes de qualquer decisão


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Quando até a tristeza cansa

  Quando até a tristeza cansa



Por Débora Máximo






Domingo levamos um balde de água fria. E, por alguns instantes, tudo o que muita gente queria era um abraço quentinho para confortar o coração, após a eliminação do Brasil na Copa.


Pode parecer apenas futebol, mas não era.


Era a quebra de uma expectativa compartilhada, de um momento de alegria coletiva que, diante de tudo o que temos vivido nos últimos tempos, representava muito mais do que uma vitória, representava um breve respiro para milhões de pessoas.


A verdade é que estamos emocionalmente cansados.


Todos os dias somos expostos a guerras, violência, crises econômicas, tragédias, desastres naturais e tantos outros acontecimentos difíceis. As notícias chegam sem pausa, disputando nossa atenção e despertando emoções intensas. Em meio a esse cenário, qualquer motivo de esperança ou alegria ganha um significado ainda maior.


A psicologia mostra que nossa capacidade emocional tem limites. Pesquisas indicam que a exposição contínua ao sofrimento e ao excesso de notícias negativas pode gerar desgaste emocional, aumentar a sensação de estresse e impotência e, com o tempo, fazer com que as pessoas passem a evitar esse tipo de conteúdo como uma forma de proteção.


É um mecanismo natural do cérebro.


No início, uma tragédia nos comove. Queremos ajudar, refletimos, sofremos junto. Mas, quando a dor parece constante e a impressão é de que nada muda, podemos começar a reagir de outra maneira. Frases como “o que eu posso fazer?”, “é assim mesmo” ou “fazer o quê?” passam a surgir com mais frequência.


Isso não significa que nos tornamos pessoas frias ou sem empatia. Muitas vezes, significa apenas que estamos tentando preservar nossos recursos emocionais diante de uma realidade que parece exigir de nós muito mais do que conseguimos oferecer.


O problema é quando essa proteção se transforma em indiferença. Quando deixamos de perceber a dor de quem está ao nosso lado, adiamos conversas importantes, nos afastamos das pessoas que amamos ou perdemos a capacidade de nos emocionar até com as boas notícias.


Cuidar da saúde mental não significa ignorar a realidade. Significa reconhecer que não fomos feitos para viver em estado permanente de alerta. Fazer pausas, selecionar melhor o que consumimos, reduzir o excesso de informação e cultivar relações que nos fortalecem são atitudes que ajudam a preservar nossa sensibilidade.


Porque sentir é uma das características mais bonitas da condição humana.


Talvez o maior desafio dos nossos dias não seja apenas enfrentar tantas notícias difíceis, mas continuar acreditando que vale a pena permanecer sensível em um mundo que, diariamente, parece nos convidar ao endurecimento.


No fim das contas, todos nós precisamos, de vez em quando, de um abraço quentinho. E talvez oferecer esse abraço, em palavras, em gestos ou simplesmente estando presente, seja uma das formas mais bonitas de lembrar que, apesar de tudo, ainda somos capazes de cuidar uns dos outros.


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Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia

sexta-feira, 24 de julho de 2026

A cegueira da acomodação

 A cegueira da acomodação




É comum ouvirmos frases como: “Meu filho não quer dar continuidade ao meu negócio”; “Estou há anos no mesmo emprego e nunca sou valorizado” ou “Meu relacionamento não muda.” Mas existe uma pergunta que quase nunca é feita: o que foi feito para que essa realidade fosse diferente?


Muitos pais desejam que os filhos assumam a empresa da família, mas nunca os ensinaram sobre o negócio. Nunca os convidaram a participar das decisões, a compreender os desafios ou a desenvolver interesse pelo que estava sendo construído.


Muitas pessoas sonham com um salário melhor, mas passam anos sem fazer um curso, desenvolver uma nova habilidade ou se preparar para oportunidades diferentes. Outras sofrem em relacionamentos que deixaram de ser saudáveis, mas continuam esperando que apenas o outro mude. À primeira vista, isso pode parecer apenas acomodação. Mas a Psicologia mostra que existe algo mais profundo acontecendo.


Nosso cérebro foi desenvolvido para economizar energia. Sempre que possível, ele transforma comportamentos repetidos em hábitos, pois isso exige menos esforço mental. É um mecanismo essencial para a sobrevivência. O problema é que esse mesmo mecanismo também nos leva a repetir comportamentos que já não produzem os resultados que desejamos.


Mudar exige muito mais do que vontade. Exige enfrentar a incerteza, aprender novas habilidades, abandonar velhos padrões e suportar o desconforto natural de quem está construindo um novo caminho. Por isso, permanecer onde estamos, mesmo insatisfeitos, costuma parecer mais seguro do que mudar.


Existe outro fenômeno amplamente estudado pela Psicologia, quando uma pessoa tenta, fracassa repetidamente ou acredita, durante muito tempo, que seus esforços não fazem diferença, ela pode deixar de agir, mesmo quando surgem oportunidades reais de mudança. Aos poucos, perde a confiança na própria capacidade de transformar a realidade e passa a acreditar que qualquer tentativa será inútil. Talvez seja por isso que tantas pessoas reclamem da própria vida, mas continuam repetindo exatamente os mesmos comportamentos. Não porque gostem de sofrer, mas porque mudar exige atravessar um período de desconforto antes que os resultados apareçam.


A boa notícia é que esse ciclo pode ser interrompido. A ciência mostra que pequenas mudanças consistentes ajudam o cérebro a reconstruir a sensação de capacidade e controle. Cada passo dado fortalece a confiança para dar o próximo. É assim que grandes transformações começam, não com uma mudança radical, mas com pequenas decisões repetidas todos os dias. Talvez, então, a pergunta mais import ante não seja: “Por que a minha vida não muda?” Mas sim: “Que comportamento eu continuo repetindo que mantém a minha vida exatamente onde ela está?”


Essa pergunta não serve para gerar culpa. Serve para devolver aquilo que nunca deveria ter sido perdido: a responsabilidade sobre a própria trajetória. Porque esperar que a vida mude sem mudar o próprio comportamento é como esperar uma colheita diferente plantando sempre as mesmas sementes.


Na maioria das vezes, a transformação não começa quando as circunstâncias melhoram. Ela começa quando nós mudamos.





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Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia


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